Jorge Melguizo - conselheiro · Mandato Cidadanista
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Jorge Melguizo – conselheiro

Jorge Melguizo é jornalista, consultor e professor de gestão pública, cultura cidadã, desenvolvimento organizacional da sociedade civil, convivência e segurança. Foi gerente do Centro Medellín e Secretário da Cultura Cidadã e de Desenvolvimento Social do município, e faz parte do Coletivo Envigado, criado em 2012.

Nos anos 1990, o índice de homicídios em Medellín, na Colômbia, era assustador: 382 casos para cem mil habitantes. Durante a gestão de Melguizo como Secretário Municipal de Cultura Cidadã de 2005 a 2009 e de Desenvolvimento Social, de 2009 a 2010, o número baixou para 39 casos a cada cem mil habitantes, e chegou a 19 casos em 2016. Facebook.

A ele, portanto, é dado parte do crédito por ter revolucionado a cidade a partir de projetos culturais. Neste período o orçamento para a Cultura foi ampliado de 0,68% para 5% do orçamento municipal, e as verbas para educação na cidade subiram de 12% para 40%, como parte do projeto de transformação social.

As armas de Melguizo foram projetos culturais, e um dos destaques foram os Parques Bibliotecas, centros cívicos de usos múltiplos que trabalham por uma maior qualidade e inclusão social das populações, facilitando seu acesso a diferentes programas e projetos. Estes centros contribuem para melhorar as condições de cultura cidadã para a convivência e o reconhecimento das diversidades culturais e aportam elementos de informação e conhecimento para gerar melhores condições de qualidade de vida e desenvolvimento humano. Hoje os complexos chegam a receber cem mil pessoas por semana.

Segundo ele, “não se combate a insegurança de uma cidade com balas e polícia, mas com projetos sociais, com convivência e a criação de espaços de encontro. Outra das chaves da estratégia foi intervenção com articulação com grupo de organizações civis, professores de universidades públicas e privadas e alguns empresários. Essa combinação cidadã simplesmente salvou nossa cidade. Os governos trabalham muitas vezes com o modelo de Jack, o Estripador: cada um tem seu pedacinho no problema e intervém desarticuladamente.”

Melguizo considera essencial a proximidade com as comunidades dos bairros, o que exige uma grande capacidade de escuta. A participação comunitária ele vê como essencial para que a sociedade se torne protagonista do processo de transformação. A transparência na relação com a comunidade e informações sobre gestão dos recursos públicos também é prioritária, já que uma gestão pública que se propõe transformadora tem seu principal resultado na geração de confiança pela comunidade quanto aos políticos e governantes.

 

 

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